A redenção pela Cruz

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Jesus não morreu “no meu lugar” porque eu, mesmo morrendo numa cruz, não poderia me redimir. Se meu sangue fosse derramado na cruz, assim como Cristo o fez, não seria nada além de uma morte comum.

A aproximação homem-Deus não seria possível se Deus mesmo não quisesse assumir a nossa condição de escravo (cf. Fl 2, 7) e romper a infindável distância causada pelo pecado original.

The Resurrection of Christ, 1570 — Paolo Veronese

Portanto, Cristo não morreu “no meu lugar”, mas “por mim”. Pagou o que eu não poderia pagar. E não o fez de maneira proporcional, mas infinitamente mais, fazendo “superabundar a graça onde outrora abundou o pecado” (cf. Rm 5, 20).

Mas a redenção de Cristo não fere nosso arbítrio livre. Precisamos querer. E a confirmação de que aceitamos é a atitude concreta de tomar a nossa cruz no seguimento diário, na configuração total ao Cristo-cabeça, porque assim Ele quis. (cf. Lc 9, 23).

A cruz não é apenas um “símbolo de redenção”, como se fosse um “amuleto” mágico. Ela é, para cada cristão, instrumento eficaz da santificação pessoal, porque, por meio dela, nos unimos todos os dias ao sofrimento de Cristo e nos “cristificamos” para com Ele ressuscitarmos.

E há quem dela se envergonhe. E sempre foi assim… o sagrado lenho da cruz é “escândalo e loucura” (1Cor 1, 23). E quem prega igreja sem cruz pode prometer sucesso, bens, poder, mas o céu… só por meio dela.

Os católicos nunca pregaremos o “pare de sofrer”, porque sabemos que se perseguiram nosso Mestre, o que não farão conosco? (cf. Jo 15, 20). A Igreja não obriga sofrer, mas, como boa Mãe, ensina-nos a santificação por meio do sofrimento que nos vem (e que é próprio da vida).

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